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Imuno-histoquímica na Fenotipagem de Linfomas em Cães e Gatos: Uma Ferramenta Diagnóstica Essencial

Lands Dev
Tempo de leitura: 5 minutos
Atualizado 13/12/2024

A imuno-histoquímica (IHQ) é uma técnica de patologia especializada que revolucionou o diagnóstico e o tratamento do câncer, especialmente dos linfomas em animais de companhia. Ela vai além da análise microscópica convencional (histopatologia), permitindo identificar proteínas específicas (antígenos) na superfície ou no interior das células de uma amostra de tecido.

Em termos simples, a IHQ funciona como um sistema de “etiquetagem” altamente específico. Anticorpos marcados com corantes são aplicados à amostra de tecido (biópsia). Esses anticorpos se ligam seletivamente aos antígenos-alvo, “marcando” as células que os possuem. Isso permite ao patologista visualizar precisamente que tipo de célula está proliferando.

A imuno-histoquímica não é um exame de triagem inicial, mas sim uma ferramenta de investigação avançada utilizada nas seguintes situações:

Confirmação do Diagnóstico de Linfoma: Após a identificação de uma população linfóide suspeita em uma biópsia, a IHQ é usada para confirmar que se trata efetivamente de um linfoma (neoplasia de linfócitos) e não de outro tipo de câncer ou de uma inflamação severa.

Fenotipagem (Determinação da Linhagem Celular): Este é o seu uso mais importante. Os linfomas são classificados em dois tipos celulares: Linfoma de Células B: Originado dos linfócitos B e Linfoma de Células T: Originado dos linfócitos T.
A IHQ é o método padrão-ouro para fazer essa distinção, utilizando anticorpos específicos (como CD79a/CD20 para células B e CD3 para células T) para identificar a linhagem das células tumorais.

  • Linfoma de Células B: Originado dos linfócitos B.
  • Linfoma de Células T: Originado dos linfócitos T.
    A IHQ é o método padrão-ouro para fazer essa distinção, utilizando anticorpos específicos (como CD79a/CD20 para células B e CD3 para células T) para “colorir” e identificar a linhagem das células tumorais.

Alguns marcadores imuno-histoquímicos ajudam a avaliar a agressividade do tumor, como o Ki-67, que marca o índice proliferativo das células (quantas estão se dividindo ativamente). Um índice alto geralmente está associado a um comportamento mais agressivo.

As informações geradas pelo exame de imuno-histoquímica são decisivas e transformam o manejo clínico do paciente:

  1. Guia Terapêutico: É a principal base para a escolha do protocolo de quimioterapia mais adequado. Diferentes fenótipos podem responder de maneira distinta a certos fármacos.
  2. Estabelecimento de Prognóstico: Como mencionado, a linhagem (B vs. T) e o índice proliferativo (Ki-67) são fatores prognósticos independentes cruciais. Responsáveis e veterinários podem ter uma expectativa mais realista sobre a provável evolução da doença e a resposta ao tratamento.
  3. Diagnóstico Diferencial: Em casos complexos, ajuda a distinguir o linfoma de outras neoplasias redondas pouco diferenciadas (como tumores de plasmócitos e histiócitos).
  4. Padronização e Linguagem Comum: Fornece um diagnóstico preciso e padronizado, permitindo uma comunicação clara entre patologistas, oncologistas e pesquisadores, além de facilitar a comparação de casos em estudos clínicos.

Conclusão:

A imuno-histoquímica elevou o padrão do diagnóstico oncológico veterinário. Na era da medicina de precisão, ela deixou de ser um luxo e tornou-se um exame essencial para o manejo adequado de cães e gatos com linfoma. O investimento neste exame especializado se paga com um plano de tratamento mais direcionado, um prognóstico mais acurado e uma maior qualidade de vida para o animal.

Caro colega veterinário, quiser saber mais ou para solicitar IHQ de algum paciente, entre em contato conosco que ficaremos felizes em te atender!

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